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| Vida de jornalista... |
| Claúdia Vidal |
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18/09/2004 16:04 Luar do Sertão.
(Catulo da Paixão Cearense).
Oh! Que saudades
Do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chao!
Este luar cá da cidade
Tão escuro nao tem aquela saudade
Do luar lá do sertão.
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Se a lua nasce
Por destras da verde mata
Mais parece um sol de prata
Prateando a solidão.
E a gente pega na viola
Que ponteia, e a canção
É a lua cheia
A nos nascer no coracao!
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertao!
Quando vermelha, no sertão
Desponta a lua dentro d'alma
Onde flutua
Também rubra nasce a dor!
E a lua sobe e o sangue muda
Em claridade
E a nossa dor muda em saudade
Branca... assim... da mesma cor.
Não há, oh gente, oh! não,
Luar como esse do sertão!
Ai!... Quem me dera
Que eu morresse lá na serra,
Abraçado à minha terra,e dormindo de uma vez!
Ser enterrado numa grota pequenina,
Onde à tarde, a sururina chora a sua viuvez!
Diz uma trova, que o sertão todo conhece,
Que se, à noite, o céu floresce,
Nos encanta, e nos seduz,
É porque rouba dos sertões as flores belas,
Com que faz essas estrelas lá do seu jardim de luz!!
Mas como é lindo ver, depois por entre o mato deslizar,
Calmo, o regato, transparente como um véu,
No leito azul das suas águas, murmurando, ir por sua vez,
Roubando as estrelas lá do céu!!
A gente fria desta terra, sem poesia,
Não se importa com esta lua, nem faz caso do luar!
Enquanto a onça, lá na verde capoeira,
Leva uma hora inteira,vendo a lua, a meditar!
Coisa mais bela neste mundo nao existe,
Do que ouvir um galo triste, no sertão se faz luar!!
Parece até que a alma da lua é que descanta,
Escondida na garganta desse galo, a soluçar!
Se Deus me ouvisse com amor e caridade,
Me faria esta vontade, - o ideal do coração!
Era que a morte, a descantar me surpreendesse
E eu morresse numa noite de luar, no meu sertão!!
Claúdia Vidal | comentários(0)
18/09/2004 15:49 oi
Claúdia Vidal | comentários(0)
10/11/2003 02:15 NULL Pérsia era o Centro, Grécia era a periferia.
Pérsia era culta, Grécia era bárbara. Veio o tempo;
Grécia era o centro, Roma era a periferia.
Grécia era culta, Roma era bárbara. Veio o tempo;
Roma era o centro, Bizâncio era a periferia.
Roma era culta, Bizâncio era bárbara. Veio o tempo;
Bizâncio era o centro, os árabes estavam na periferia.
Bizâncio era culta, os árabes eram bárbaros. Veio o tempo;
Os árabes estavam no centro, a Península Ibérica era a periferia.
Os árabes eram cultos, a Península Ibérica era bárbara. Veio o tempo;
A Península Ibérica era o centro, a Inglaterra era a periferia.
A Península Ibérica era culta, a Inglaterra era bárbara. Veio o tempo;
A Inglaterra era o centro, a América era a periferia.
A Inglaterra era culta, a América era bárbara. Veio o tempo;
A América é o centro. A América é culta. O tempo virá...
Desconhço o autor, recebi por e-mail do meu colega Cel. Cambeses Júnior
Claúdia Vidal | comentários(0)
11/08/2003 15:00 Imprensa cruel... "A imprensa como a mulher, é admirável e sublime quando conta uma mentira. Não deixa em paz até tê-lo forçado a acreditar nela, e emprega as melhores qualidades nesta luta onde o público, tão tolo quando marido, sucumbe sempre. " BALZAC.
Claúdia Vidal | comentários(1)
29/07/2003 14:14 Novela ou Documentário
"Mulheres Apaixonadas", um dos melhores ibopes da história da Globo, já é também seu "maior sucesso de merchandising", segundo o autor, Manoel Carlos. A informação lhe foi dada pelo departamento responsável pelos anúncios, com o qual mantém uma relação próxima para definir que produto pode entrar na história e como aparecerá em cena.LAURA MATTOSda Folha de S.Paulo. Mas não é só isso... Como o próprio autor disse em uma entrevista dada ao Vídeo Show em 28/07/2003. Ele tem um livro, o chama de "lixo", no qual escreve histórias de pessoas conhecidas. Também compra os jornais de domingo e recorta ao fatos mais interessantes. Confessou que é assim que ele monta uma novela. Já sabemos que a Televisão é o reflexo do seu público. As pessoas querem mais, se ver ou se realizar, na frente da televisão. Os fatos ocorridos na novela estão presente no cotidiano das nossas vidas. Já passou aquela época romantica de contos de fadas. A sociedade mudou, nossa realidade é outra. A TV não é feita para classe média, que nem existe mais. Mas para aquelas pessoas que depois do plano real, passaram a possuir uma televisão. Essas pessoas vivem a realidade do Brasil, nossa realidade. Tramas reais: sofrimentos, traições, luxurias... hoje fazem parte de toda sociedade brasileira, e o povo se ver nos tramas da novela e se depara com acontecimentos semelhantes vividos no seu passado, ou até mesmo no seu dia-a-dia.Parabéns Manuel Carlos! Não é só os produtos que ficarão registrados na história.. Você está fazendo, na verdade, um documentário da nossa realidade. Claúdia Vidal | comentários(1)
24/07/2003 14:00 Mulher ou Anjo?
Certo dia parei para observar as mulheres e só pude
concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs.
Espiãs de Deus,
disfarçadas entre nós.
Pare pra refletir sobre o sexto-sentido. Alguém duvida
que ele exista?
E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher,
entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá
em cima de você?
E quando ela antecipa que alguém tem algo contra
você, que alguém está ficando doente ou que você quer
terminar o relacionamento?
E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar
um casaco? Rio deJaneiro, 40 graus, você vai pegar um
avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra
você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você
não leva. O que acontece? O avião fica preso no
tráfego,em terra, por quase duas horas, depois que
você já entrou, antes de decolar.
O ar condicionado transpirando gelo! Começam os
murmúrios: "bem que minha mãe avisou"; "a minha
namorada chegou a tirar meu casaco do armário e eu não
quis trazer"...
As passageiras simplesmente tiram os casacos das
bolsas. Como elas sabiam?
"Leve um sapato extra na mala, amor. Vai que você pisa
numa poça..."
Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve
dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará,
sem dúvida, molhado... O sexto-sentido não
faz sentido! É a comunicação direta com Deus! E assim
é muito fácil...
As mulheres são mães! Preparam, literalmente, gente
dentro de si.
Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um
reles mortal? E não satisfeitas em gerar a vida, elas
insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra,
oferecendo amor incondicional e disponibilidade
integral. Fala-se em "praga de mãe", "amor de
mãe","coração de mãe"... tudo isso é meio
mágico...Talvez Ele tenha instalado o dispositivo
"coração de mãe" nos "anjos da guarda" de
Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança...). E sua beleza? No reino animal, em geral, o macho é o mais belo. O leão, o pavão, o condor... Nem é preciso dizer que a raça humana foge à regra... As mulheres choram. Ou extravasam? Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...É choro feminino. É choro de mulher... Já viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma a outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com um terceiro olhar. Quantos tipos existem? Elas conhecem todos... Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens! E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens. En-fei-ti-çam! E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas? Para estudar nós homens, é claro! Embora algumas disfarcem e estudem Exatas... Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro". Quer evidência maior do que essa? Qualquer um que ama se aproxima de Deus. E com as mulheres também é assim. O amor as leva para perto dele, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas. É sabido que as mulheres confundem sexo e amor. E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida. Pena que muito deles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado. Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga,elas ainda são mulheres a maior parte do tempo. Mas elas são anjos depois do sexo-amor. É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos. E levitam. Algumas até voam. Mas os homens não sabem disso. E nem poderiam. Porque são tomados por um encantamento que os faz adormecer inexplicavelmente...
(autor desconhecido)
Claúdia Vidal | comentários(1)
22/07/2003 18:22 Crônica de Ricardo Kotscho Alguém já leu o livro Cartas do Brasil, Ricardo Kotscho. São crônicas do anos em que o povo despejou o presidente (Collor). Mesmo que o assunto esteje ultrapassado... Vale a pena ler. Aliás tudo que esse cara escreve é gostoso de ler.
Aqui vai uma das crônicas do livro:
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"NUNCA FOMOS TÃO FELIZES"
Na semana passada, mais uma vez, tive a certeza de que é só sair da toca para descobrir coisas que nos surpreendem agradavelmente em qualquer canto deste nosso nosso imenso Brasil. Saí de casa na sexta-feira à tarde e até brinquei com a mulher: " Vou dar um pulinho no Piauí e já volto. Não vai dar tempo nem de sentir saudades..." De fato, como costuma escrever a Veja, peguei um avião às cinco da tarde, cheguei lá as nove para fazer uma palestra e, ao meio-dia de sábado, já estava de volta a São Paulo. Nas poucas horas que passei em Terezinha, porém, deu para perceber como são injustas as referências que sempre se fazem ao Piauí como sinônio de fim do mundo, exemplo do Brasil mais pobre e atrasado, lugar inóspito e sem graça.
Para começar, a miséria que hoje toma conta das grandes cidades do chamado Sul Maravilha é muito mais acintosa do que a pobreza dos bairros mais pobres de Terezina por onde passei. A vida lá ainda flui de forma mais singela, sem a aflição e os brutais contrates sociais de São Paulo, por exemplo. Como faz muito calor, mas a noite sopra uma leve brisa, as pessoas ainda mantêm aquele bom e velho hábito de colocar cadeiras nas calçadas, conversar com os vizinhos, jogar dominó nos botecos. Não se ouvem buzinas histéricas, freadas bruscas, aquele som ambiente neurótico das metrópoles. As pessoas falam baixo , sem pressa.
No debate promovido pela Universidade Federal e pelo sindicato do Jornalistas do Piauí sobre os rumos do jornalismo e do país, notei que, ao contrário do que se poderia imaginar, lá não se vive naquele clima de desencanto e desespero comum as outra plateias que encontri durante este ano. Embora as dificuldades sejam as mesmas de qualquer categoria profissional ou região do país neste fim de feira do Brasil Novo, as pessoas procuravam mais discutir saídas do que discutir diagnósticos funéreos, aproveitando o encontro para se abastecer de razões de viver e não de argumentos para justicar a omissão e a falta de iniciativa para virar o jogo.
A maior surpresa veio depois, quando saímos para tomar uma bem gelada, que ninguém é de ferrro. A começar pelo nome do bar que me levaram: Nunca Fomos Tão Felizes". O dono deve ser um tremendo gozador, pensei. Pois não é que o alto-astral da freguesia estava absolutamente de acordo com o nome do bar? Como é possível isso num lugar em que os jornalistas, mesmo os mais competentes, não ganham mais de Cr$ 100 mil por mês?
Não, não encontrei lá uma confraternização de banqueiros, empreteiros e republicanos das Alagoas para justificar esse astral. Tinha de tudo. Muita menina bonita, gente moça e gente velha, falando de brisa gostosa, do jogo de domingo, das festas programadas para o final de semana. Por mais que se esforce, o governo ainda não conseguiu tirar o bom humor dessa gente, que até brinca com a desgraça, sua melhor vingança contra a malta de Brasília. "A situação está de um tal jeito que já tem nego latindo no quintal para economizar o cachorro...", ouvi alguém contar na mesa ao lado, como se estivesse falando de um outro país, de um outro povo, lá longe
Ricardo Kotscho
-Gostou??? Impressionante como ele nos prende a história que narra.
Claúdia Vidal | comentários(2)
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